Fernando Oly
"Me descobri um pé de música. Abundante como um abacateiro maluco que não dá só um ou dois abacates, ainda que na terra em que brotou more só um par de humanos, mas enche seus galhos e derrama no chão frutas multicoloridas, doidas para serem saboreadas. Um oferecimento de coração aos que sonham, famintos de energia para o espírito. E realizo-me nessa oferenda." - Fernando Oly
Fernando Oly

Dança-me!!!


Meditar, ficar sereno, receber energia extra e então levantar e dançar de alegria. Foi o que essa música me proporcionou lá no estudinho da casa de campo em uma noite cheia de estrelas e lua crescente, há alguns anos...
Já havia criado o tema melódico e fui elaborando até chegar às pontes, caminhos e voltas, gravando no disquete do teclado por quase 6 minutos sem errar sequer uma nota ou acorde.
Revendo essa produção sui generis de músicas que não guardam muita relação com o que se produz hoje em dia, vi que esse tema poderia resultar em um diferente trabalho instrumental e levei-a um software DAW (programa gravador-editor no PC), “orquestrando” e escolhendo os instrumentos que poderiam traduzir melhor os sentimentos ali ainda meio ocultos.
Foi um trabalho e tanto! Do tamanho do prazer que me deu...
Veio, então, a pergunta: A gente dança a música ou a música dança a gente? Para chegar à conclusão de que as duas coisas acontecem! Daí o nome de “Dança-me!”
Toquei tantos instrumentos que perdi a conta... Ou fui tocado por eles... “tanto faz como tanto fez”, como dizia, mineiramente, meu pai.
Tive a valiosa presença de Tiago Araújo no contrabaixo para colocar o molho na dança, desfrutando de sua sempre ótima companhia.
Toquei teclados, violas caipira e elétrica, percussão, vozes etc e etc e tal.
A Banda Pleyon (também conhecida como “Oly e seus Aspectos”,rsrsrs) reivindicou para ela essa viagem e fez muito bem ao afastar o ego sabotador da pureza e da sinceridade.
Boa viagem!
Fernando Oly