Fernando Oly

Biografia

Fernando Oly

Por Marcos Kacowicz
O compositor, guitarrista e vocalista, Fernando Oly, surgiu no cenário musical nos longínquos anos 60, como integrante da banda “The Flippers”, quando tinha a idade de 15 anos.

“The Flippers” era uma das principais atrações do programa “Brasa 4”, exibido pela extinta TV Itacolomi. Além da TV, a banda tocava em boliches (uma onda na época), bares, cinemas, e fez muitos shows.

Os “Flippers” tocavam versões de músicas conhecidas e, também, material autoral. A banda tinha um ótimo senso crítico, e já pregava a liberdade de idéias e expressão, pouco comuns naquela época.

Fernando Oly, cujo instrumento característico é a viola elétrica de 12 cordas, já chamava atenção.

Quando o “Flippers” se desmembrou, Oly deu uma sumida, mas nunca abandonou a música, aproveitou o sumiço para compor muitas músicas que serviram de base para o que rolou lá na frente.

Nos anos 70 fundou o lendário grupo “Arca de Noé”, que obteve repercussão entre o público de BH. A “Arca de Noé” fez vários shows, mas acabou sem nenhum registro, porque as gravadoras estavam todas no eixo Rio-São Paulo, sendo muito difícil para bandas de outras praças conquistarem seus espaços.

Fernando Oly conseguiu projeção nacional, no meio dos anos 70, quando, à convite de Lô Borges, gravou com ele o ótimo trabalho “A Via Láctea”. No repertório a clássica e cultuada “Chuva da Montanha” que foi sucesso nacional. Em “A Via Láctea” ele fez um excelente trabalho instrumental.

Fernando Oly ficou na banda de Lô em torno de 01 ano, e trabalhava em seu projeto solo.

Pouco tempo depois, lançou o esperado “Tempo Pra Tudo”, que é “cult” até os dias de hoje.

Tempo Pra Tudo foi bem executado em Belo Horizonte e ganhou espaço fora daqui também. No entanto, no caminho das artes as coisas nem sempre caminham como deveriam, e Oly se retirou novamente. Continuou compondo, reservadamente, mas durante bastante tempo não se apresentou em público. É interessante notar que, apesar do sumiço, o público não o esqueceu, e ele ficou cada vez mais “cult”.

No início dos anos 2000, bem mais maduro, reaparece, e lança o ótimo “Caminho Azul”, cheio de novas propostas e ousadias musicais.

A música de Fernando Oly não se prende a conceitos e estilos, e a liberdade de experimentar é fundamental. Rock, Jazz, Blues, Baladas, MPB, tornam-se apenas rótulos que parte da mídia adora. Dono de harmonias sofisticadas, Oly não se prende a padrões.

Como instrumentista é, sem dúvida nenhuma, um dos mais criativos guitarristas do país, e cresce a cada momento.

Agora, o músico está finalizando um novo trabalho, que tem o instigante nome de “Pintando Música”, e vem sendo concebido, aos poucos, desde 2009.

Uma boa parte do trabalho foi realizada no estúdio próprio do compositor, nas cercanias de Ouro Preto. Outra parte no Estúdio Bemol em Belo Horizonte.

Fernando Oly detem, hoje, o estúdio “Exoflora”, dentro do conceito “Música da Nascente”, e pretende lançar seu novo trabalho via Internet, já que novas fontes de divulgação foram criadas. Para isso o site foi criado.