A partir de agora, temos uma nova sessão em "Acervo" com o título "Escriba Livre", onde poderão encontrar artigos interessantes. Começo com um descrevendo interna e externamente uma vivência muito significativa para mim com título de "A Música do Espírito". Além disso, incluo o relato de minhas experiências em um encontro muito especial na Argentina, em novembro do ano passado.
A banda Pleyon, desta vez, teve um só músico: eu mesmo. Não porque foi uma exaltação do ego, mas sim, pelo próprio desenvolvimento da idéia que começou com um tema no teclado e foi ganhando novos elementos a cada dia que "escutava" as cores ali já pinceladas. Um trabalho solitário que requereu muita dedicação e concentração e também o desejo intenso que criar algo assim como uma horta verde, aprazível e refrescante nesse deserto de perspectivas que limita a criação artística humana. É também uma trilha de um filme que nunca será feito por Hollywood ou será tema de novela, uma mistura de sons orientais e ocidentais, em uma miscigenação de sons e nuances que contém a herança de vários povos que nos deram toda a riqueza de escolha que hoje temos. Registro, ainda, que em algumas partes harmônicas da música senti a presença inspiradora do amigo Toninho Horta, músico mineiro, compositor e instrumentista genial e, nesta oportunidade, presto-lhe esta esta singela homenagem.
Nossa convidada desta vez é Fernanda Ribeiro. Jornalista e apresentadora do programa Agenda da TV Minas de Belo Horizonte.
Fernanda junta talento, alegria e beleza, numa animada entrevista a Marcos Kacowicz, revelando sua vivência como jornalista que propaga os eventos artísticos em Minas Gerais com simpatia, carisma e competência.
Sinto que estamos diante de uma transmutação de todo o planeta a nossa frente e isto, que já começou há algum tempo, agora não pode mais ser considerada mera especulação acerca de algo que vai mudar inteiramente a visão que construimos de nós mesmos mas sim, que estamos em plena ebulição de tal fato, bastando para tal observar o movimento em todos os cantos do globo e da própria Natureza.
Nesse período surge essa música. Foi inspirada ao passar pela antiga Ponte do Palácio em Cachoeira do Campo - Município de Ouro Preto - Minas Gerais, para encontrar queridos amigos, daqueles que a mera presença ameniza nossas angústias e faz brotar um grande sorriso nas nossas faces.
A letra fala da união, da aventura e da emoção de viver eternamente diante de desafios que nos fazem corajosos e valentes. À frente tem a ponte, a travessia, lá do outro lado nós mesmos estaremos nos esperando, para nos encher de abraços e afagos, do jeito que sempre fomos e nos esquecemos por milhares de anos de submissão a crenças absurdas, a regras escravizantes e totalitárias.
Pegue sua alegria e vamos lá! Na varanda, lá do verso do inverso, o amor já nos vê de binóculos.
Fernando Oly
Foi uma escavação na Grande Pirâmide do meu armário. Havia indícios de que mais uma música cantada e gravada ao vivo na garagem na qual ensaiava a banda Arca de Noé estava por ali. A música "Cigana" pode, ainda, ser desenterrada com sucesso e ouvida novamente. Vê-se que o tempo deu uma estragada no metal da fita, mas, mesmo assim valeu a pena a expedição aos anos 70.